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Arrecadação bate recorde

Em 24/02/2010

Aquecimento da economia faz cobrança com tributos atingir R$ 73 bilhões, o maior volume para meses de janeiro

Superado o pior momento da crise econômica, o governo voltou a bater recordes na arrecadação de tributos. No mês passado, o recolhimento total foi de R$ 73,027 bilhões, o maior volume da história em meses de janeiro. Impulsionadas pela recuperação da economia e pela recomposição das alíquotas dos impostos, cortadas para ajudar a produção e o consumo, as receitas cresceram 13,64% em relação ao mesmo período de 2009, descontada a inflação oficial. Por causa do tombo entre janeiro e setembro, o acumulado em 12 meses ainda é negativo. Mas a Receita Federal acredita que essa situação vai se reverter ainda neste trimestre.

“O resultado vem melhorando com os indicadores econômicos. Esperamos que essa tendência se confirme para o ano ao longo dos próximos meses”, afirmou o coordenador de Estudos, Previsão e Análise da Receita, Raimundo Elói de Carvalho. Segundo os números divulgados ontem, a retração acumulada em 12 meses fica cada vez menor. Em setembro, o encolhimento era de 7,09%. No fechamento do ano, o número ficou negativo em 3,05%. Em janeiro, o recuo foi só de 1,39%. Carvalho garantiu que o índice passará ao terreno positivo até março. Em fevereiro, o desempenho isolado também deve ser inédito, pois houve queda de 11,13% no mesmo mês em 2009, o que favorece a comparação.

O coordenador citou os principais indicadores econômicos que, ao se recuperarem, condicionaram o crescimento da arrecadação: vendas de veículos (41,5%), vendas de bens e serviços (14,3%), massa salarial (3,34%) e produção industrial (18,9%). “É um quadro bem melhor do que o do ano passado”, disse. O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que espelham os ganhos líquidos das empresas, recolheram R$ 18,128 bilhões, num aumento de R$ 2,938 bilhões (19,34%). Alguns grandes grupos anteciparam o ajuste do IRPJ do ano passado, que pode ser feito até março, para janeiro, o que rendeu R$ 1,975 bilhão para os cofres da União.

Considerado o melhor termômetro tributário, por incidir sobre o faturamento das empresas, a Cofins chegou a R$ 14,524 bilhões, subindo R$ 2,375 bilhões (19,55%). A produção maior, a volta das alíquotas antigas e o aumento nas vendas elevaram o apurado com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 21,05%, chegando a R$ 2,16 bilhões. Os cortes no IPI sobre automóveis, eletrodomésticos e móveis foram os principais incentivos à economia adotados pelo governo. Em fevereiro de 2009, as perdas de arrecadação com as medidas foram de R$ 2 bilhões, montante que representou R$ 24,9 bilhões no ano. Os setores que mais contribuíram para o recorde em janeiro foram o automotivo, com aumento de 57%, o financeiro (23,4%) e o de energia elétrica (43,2%).


O número
13,6%
Aumento da arrecadação em janeiro de 2010, em comparação a igual período de 2009

 

Autoria: Correio Braziliense

 

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