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Aposentado reduz dívida

Em 29/07/2010

Volume de empréstimos consignados dos segurados do INSS recua para R$ 2,19 bilhões em junho, numa contração de 5,9%.
O espaço para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tomarem empréstimos consignados (com desconto no contracheque) está perto do esgotamento. Um dos motivos é o teto para o valor da prestação, que não pode ultrapassar 30% da renda mensal. Segundo dados divulgados ontem pelo INSS, as operações contratadas em junho somaram R$ 2,19 bilhões, 5,9% a menos do que o financiamento no mês anterior, de R$ 2,32 bilhões.

Os números comprovam a desaceleração dos financiamentos para as pessoas físicas, detectada nas últimas estatísticas do Banco Central (BC). De acordo com o BC, o crédito como um todo continua crescendo, puxado pelas operações das empresas. Mas, no segmento das famílias, o ritmo diminuiu. A taxa de expansão do consignado para servidores públicos e aposentados foi de 5,6% no último trimestre, bem inferior à dos trabalhadores da iniciativa privada, de 14,1%.

“Há claros sinais de acomodação no crédito consignado. Só a parcela destinada a trabalhadores da iniciativa privada é que está crescendo bem porque eles, até pouco tempo, não tinham acesso a essa modalidade, uma das mais baratas do mercado”, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Até mesmo na comparação com junho de 2009, o INSS registra queda na quantidade de transações, embora o valor contratado seja um pouco maior. No mês passado, foram registradas 771.958 operações de financiamento contra 880.703 no período anterior, numa queda de 12,35% — o montante anterior havia sido de R$ 2,11 bilhões.

Em junho, a maioria dos segurados que tomaram dinheiro emprestado com desconto em folha ganhava até um salário mínimo (R$ 510). Eles foram responsáveis por R$ 900,76 milhões, numa média de R$ 2.120 para pagar em 60 meses. Já os aposentados e os pensionistas na faixa salarial de um a três salários mínimos contrataram um valor médio de R$ 3.010. Do total, 603.829 empréstimos foram parcelados de 49 a 60 meses. Das 762.346 transações feitas excluindo as operações no cartão de crédito, 275.354 foram realizadas por segurados na faixa de 60 a 69 anos. Outras 177.731 foram assumidas por pessoas entre 50 e 59 anos.
 

Autoria: Vânia Cristino - Correio Braziliense

 

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