Para Fenafisco, veto ao dispositivo que protegia milhões de servidores públicos do congelamento salarial, é cruel e repugnante

08 Mai 2020

Nesta quinta-feira (7), presidente Jair Bolsonaro declarou que irá vetar o dispositivo do PLP 39/2020, aprovado na Câmara dos Deputados e que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus.

Diante disso, a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) insiste em seu protesto contra o congelamento salarial dos servidores públicos. Não há que se tratar esta medida como saneadora ou, pior, salvacionista da economia nacional, quando são outras as ações a serem priorizadas para enfrentar a crise sanitária. Isso já foi demonstrado por todos os países mais desenvolvidos do mundo que aumentaram expressivamente o gasto social, fortaleceram os serviços públicos, protegeram o emprego e garantiram renda aos mais vulneráveis para enfrentar a pandemia.

Apesar de os servidores fiscais tributários terem sido penalizados pelo congelamento salarial, o que certamente será discutido na esfera judicial, a Fenafisco memora os servidores públicos das mais diversas áreas, em especial da saúde, assistência social, educação e segurança, que foram excluídos da regra de congelamento, o que fez justiça a milhões de pais, mães e arrimos de família de todo o país, que se dedicam ao trabalho de servir e assistir à população brasileira.

Se é indigna e vexatória a imposição de congelamento salarial ao universo de servidores públicos, num momento em que as famílias precisam de mais apoio e proteção, a decisão do presidente de vetar o dispositivo que protegia a imensa maioria de servidores públicos do congelamento salarial é cruel e repugnante.

Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco)

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