Seminário do Sindifisco-PB é um chamado à luta contra propostas de “reformas”

09 Outubro 2017
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Um seminário extremamente motivador. Compreendemos melhor a real gravidade das reformas do Governo Federal e, com isso, montaremos novas estratégias para a luta. Assim, o presidente do Sindifisco-PB, Manoel Isidro, definiu o seminário Por Dentro das Reformas, realizado na semana passada (2 a 6/10) em Sousa, Patos, Campina Grande, Guarabira e João Pessoa.

O evento superou as expectativas tanto pelas exposições dos palestrantes quanto pela participação dos filiados, que debateram as reformas constitucionais.

Em sua explanação, o advogado do Sindifisco-PB, Dr. Natalício Emmanuel, abordou a reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização, recém-aprovadas no Congresso Nacional, que, segundo ele, fragilizam ainda mais os direitos dos servidores e trabalhadores e atingem tanto estatutários quanto celetistas.

Sobre a Reforma Tributária, o conselheiro fiscal da Fenafisco e auditor fiscal do Paraná João Marcos, demonstrou preocupação quanto ao futuro do Fisco Estadual com a proposta do relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). João enfatizou que a Fenafisco defende a especialização das Administrações Tributárias, distribuindo as competências: União: tributos sobre renda e regulatórios; Estados: tributos sobre consumo; Municípios: tributos sobre propriedade.

Quanto à Reforma da Previdência, o Diretor para Assuntos Parlamentares e Relações Institucionais da Fenafisco, auditor fiscal do Rio Grande do Norte Pedro Lopes, o projeto é extremamente prejudicial aos trabalhadores e servidores públicos, um enorme retrocesso social.

Opiniões sobre o seminário

Para o superintendente do Fisco de Sousa, Dr. Pedro Roberto, as informações do Seminário deram outro patamar de conhecimento ao fisco municipal. “Vamos precisar muito do Sindifisco”, disse.

Em Patos, o Secretário das Finanças, Dr. Walter Arcoverde, declarou que os servidores municipais acompanham muita coisa que acontece em Brasília, mas os palestrantes se aprofundaram nos temas. “Isso faz com que a gente se junte à luta, tomemos outras iniciativas”, enfatizou.

Na avaliação do secretário adjunto das Finanças de Campina Grande, Dr. Felipe Gadelha, toda vez que se discute formas de arrecadação, parece que se esquece de quem vai prestar o serviço. Essa reforma tributária é muito mais grave do que se imagina: inviabiliza a prestação de serviços.

Fonte: Sindifisco - PB

 

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