O Siprotaf-MT aderiu à campanha Novembro Azul para a conscientização da prevenção ao câncer de próstata

01 Novembro 2017
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A intenção é que os sindicalizados do SIPROTAF reflitam sobre o assunto, que no atual momento é de descaso, cerca de 10 % dos homens acima de 50 anos irá adquirir ao longo de sua velhice o câncer e mais de 60 % só vai ao médico quando a doença já estiver em estágio avançando.

Entretanto, se o exame de toque e o de sangue serem feitos com regularidade, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia 90% dos casos são curáveis se forem descobertos no início.

A ideia da Campanha Novembro Azul nasceu por meio da organização não governamental (ONG) Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O objetivo principal é chamar a atenção para a necessidade de diagnosticar precocemente esse tipo de câncer, que é o segundo mais comum entre os homens brasileiros.

Em 2008, o instituto lado a lado pela vida foi o pioneiro na abordagem de questões relacionadas ao câncer de próstata no Brasil por meio da campanha “Um toque, um drible”. O objetivo era promover a mudança de paradigmas em relação a ida do homem ao médico. Quatro anos depois, a instituição passou a promover um mês inteiro e intenso de mobilização focado na saúde do homem, assim surgiu o “Novembro Azul”.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença, o que faz com a taxa de mortalidade chegue a 25% dos pacientes.

Segundo o coordenador da campanha contra o câncer de próstata no Novembro Azul, Geraldo Faria, o principal motivo para as altas taxas é o preconceito dos homens em fazer o exame de toque retal, fundamental para descobrir a doença.

“Temos dois exames que têm que ser realizados de maneira concomitante, que é o exame do toque, e a realização do exame de sangue, que é o PSA. Esses dois exames, quando associados, me dão uma segurança de mais de 90% em fazer um diagnóstico precoce da doença. Infelizmente, esse preconceito ainda existe. É lógico que ele está se tornando cada vez menor, graças ao trabalho de informação, mas ainda temos muitos homens que se recusam a fazer essa avaliação por conta do preconceito em relação ao exame de toque”, disse o urologista.

De acordo com a SBU, a hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. Homens negros têm até 60% mais chances de ter a doença. A indicação é que os homens procurem um médico especializado para monitorar sua saúde e detectar a doença a partir dos 50 anos. Negros ou aqueles com parentes em primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos.

É por isso que o SIPROTAF também aderiu a Campanha Novembro Azul para estimular os sindicalizados a romperem as barreiras de preconceito e procurar médico especializado para a realização dos exames e da prevenção.

Fontes: Assessoria SIPROTAF, Agencia Brasil e Instituto Lado a Lado pela vida.

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