Após sucesso da Greve Geral, trabalhadores pressionarão parlamentares

08 Maio 2017
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Vem aí o Ocupa Brasília

Após a vitoriosa Greve Geral do dia 28 de abril, que paralisou o país e mostrou a força dos trabalhadores mesmo contra o poderoso boicote patrocinado pela grande imprensa, agora chegou a hora de aumentar a pressão direta sobre os deputados e senadores. Importante lembrar, a reforma trabalhista ainda passará pelo Senado e a reforma da Previdência ainda não foi ao plenário da Câmara.

Neste sentido, o movimento sindical, de forma unificada, está convocando o Ocupa Brasília, movimento que vai ocorrer entre 15 e 19 de maio, com a presença de caravanas de trabalhadores de todo o Brasil na capital federal. A ideia é mostrar aos parlamentares - que estão votando as reformas - e ao governo Temer - que as patrocinou - nossa capacidade de reação e o que pode advir caso sejam levados à frente estes ataques aos direitos sociais e à aposentadoria.

Nesta terça (09), a diretoria da Fenafisco e um representante de cada um dos 31 sindicatos filiados se reúnem, na capital federal, para preparar a mobilização do Fisco ao Ocupa Brasília. O Sindsefaz estará presente no encontro e desde já inicia a organização da caravana de fazendários baianos para o movimento, que tende a ser tira-teima entre os trabalhistas e o governo golpista de Michel Temer. Uma segunda greve geral, de mais de 24 horas, está no horizonte caso não haja recuo do Congresso em relação às reformas.

A Fetrab, que reúne os sindicatos de servidores do Estado, também fará plenária dia 09, 14h, em Salvador, para definir a forma de participação nessa luta.

Pressão
O governo sentiu o golpe da greve geral. A tentativa dos veículos de comunicação, que são sócios de Michel Temer no golpe, de reduzir o peso ou desmoralizar o movimento de 28 de abril é a prova de que a paralisação incomodou. O Planalto liberou mais recursos para a grande mídia, que nos últimos dias recrudesceu os ataques ao funcionalismo público e ampliou a produção de reportagens tendenciosas em favor das reformas.
O grande capital industrial e financeiro, interessados nos projetos em discussão, também ampliou sua ação. Pela imprensa, representantes de bancos e grandes grupos empresariais têm intensificado seu apoio às reformas trabalhista e previdenciária. O argentino Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul, unidade que inclui Brasil e Argentina, declarou ao jornal Folha de São Paulo que “a reforma trabalhista é necessária e vai dar competitividade à indústria e ajudar a diminuir o custo dos carros no país”.

Já o co-presidente do Conselho de Administração do banco Itaú, Roberto Setubal, disse ao jornal Valor Econômico que a reforma trabalhista trará ganhos de produtividade para a economia. Segundo ele, a flexibilização vai dar mais capacidade para as empresas ajustarem melhor a sua força de trabalho às suas atividades (flexibilização da jornada).

Ou seja, é governo, banqueiros e grandes empresários unidos pelas reformas. Os trabalhadores, de sua parte e em reação, também devem ampliar a unidade para reagir.

Na Fazenda, o Sindsefaz tem sido a voz única em defesa dos direitos dos servidores. Sabemos das dificuldades de certos agrupamentos em assumir posição contra estas reformas, haja vista suas ligações com partidos e políticos da base do governo Temer. Mas lembramos que todos que ainda não conquistaram os requisitos para se aposentar serão prejudicados com a reforma da Previdência. Então, convidamos estes colegas que não são filiados ao nosso Sindicato e que estão órfãos neste momento de luta, para se juntarem aos demais fazendários na reação.

Agora é o Ocupa Brasília, de 15 a 19 de maio.

Fonte: Sindsefaz

Ler 271 vezes Última modificação em Sexta, 12 Maio 2017 12:10