Servidores vão ao Bonfim denunciar arrocho salarial e supressão de direitos

15 Janeiro 2019
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Cinco entidades representativas de importantes categorias do serviço público estadual se uniram e estão convocando seus associados para participarem do cortejo ao Bonfim, a fim de denunciar o arrocho salarial e a supressão de direitos e conquistas patrocinados pelo governo do Estado.

Após seis anos (sendo dois de parcelamento do reajuste e quatro de congelamento puro e simples), as perdas salariais chegaram a mais de 25%, consumindo os vencimentos mensais e piorando a condição de vida de muitos servidores. Importante lembrar, cerca de 20% do funcionalismo está com vencimento abaixo do mínimo, lembrando governos de tempos idos.

Não bastasse tal confisco, o governo tomou outras medidas que aumentam os prejuízos, quandoreajustou a mensalidade do Planserv – mesmo com reajuste salarial zero - e, mais recentemente quando aumentou a alíquota previdenciária de 12% para 14%. Mais perdas ainda virão quando o plano de saúde sentir o impacto da retirada de 50% da parte patronal no custeio, o que obrigará muitos a irem ao SUS ou pagar procedimentos de forma particular.

Ao tempo em que percebemos ataques frontais aos servidores, que são os escolhidos para pagar a conta da crise financeira do governo, assistimos ao desmantelamento da Sefaz-BA, de onde poderia vir soluções. A atual gestão padece de capacidade para garantir uma receita tributária que ajude o Estado a cumprir suas funções. Basta ver que já se vão três anos (2015, 2016 e 2017) em que a arrecadação patina, abaixo do que se arrecadou em 2014. E olhe que foram feitos Refis anuais e a carga tributária cresceu vertiginosamente nesse período.

Concentração e camisa
Diferente de anos anteriores, quando marcados nossa concentração na Conceição da Praia ou no Mercado Modelo, nesta quinta (17), nos encontraremos na Praça da Inglaterra. Pedimos aos colegas que ainda não reservaram sua camisa para entrarem em contato urgente com a entidade (71 3617-8577), pois NÃO serão distribuídas durante a caminhada.

Fonte: Sindsefaz - BA

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