CE: Mais de um milhão de pessoas protestam contra reforma da previdência

20 Março 2017
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No último dia 15 de março, mais de um milhão de pessoas foram às ruas, em todo o País, protestar contra a reforma da Previdência imposta pelo governo Michel Temer, durante as ações do Dia Nacional de Paralisação contra a PEC 287/2016. Em Fortaleza, mais de 50 mil pessoas se concentraram na Praça da Bandeira e percorreram as principais ruas do centro da cidade, rumo à Praça do Ferreira.

Participaram do ato trabalhadores das mais diversas categorias, do serviço público e da iniciativa privada, espalhados na multidão ou organizados por seus sindicatos e centrais sindicais. Durante o percurso, não faltaram discursos, bandeiras, palavras de ordem, paródias e batucadas. Os manifestantes também distribuíram panfletos à população, a exemplo do Sintaf Ceará, que convocava todos a lutar pelo direito de se aposentar.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, reforçou a importância das manifestações realizadas no país. “Nós temos tido várias datas históricas na luta da resistência do povo trabalhador. Hoje foi um dia extraordinário, com muita adesão, e deixa claro que o povo é contra as reformas da Previdência e Trabalhista”, afirmou.

Saiba mais

O aumento da idade mínima para 65 anos e a definição de tempo de contribuição em 49 anos para receber o benefício integral da aposentadoria são os principais pontos da proposta vergonhosa da Reforma da Previdência, e atingem principalmente os que mais precisam, aqueles que começam a trabalhar antes e em piores condições. Já as mudanças nas regras da aposentadoria de trabalhadores rurais e dos professores aprofundarão a profunda desigualdade social já existente no país. Na prática, a reforma previdenciária proposta por Temer vai impedir que milhões de brasileiros consigam se aposentar.

Reforma da Previdência: ‘Ou o pessoal vai pra rua ou o governo deita e rola

O especialista em Previdência Remígio Todeschini, ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, explica os prejuízos causados por medidas como idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, e contribuição de 49 anos para aposentadoria integral. “Penaliza os trabalhadores a trabalharem praticamente até o final da vida”, afirma. 

http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/03/populacao-tem-que-ir-as-ruas-para-evitar-que-governo-diminuia-direitos-diz-especialista

Como se fabrica o déficit e outros mitos da reforma da Previdência, por Luis Nassif

Utilizado à exaustão para justificar a reforma da Previdência pelo governo Temer, o chamado déficit é historicamente fabricado. Em hangout disponível em um dos canais do GGN no Youtube, Luis Nassif explica como o governo faz malabarismos com números para criar o conceito de déficit.

Tudo começa quando criaram a Constituição e estabeleceram o benefício de prestação continuada e outros direitos sociais concedidos a trabalhadores do campo e outras previsões. Os constituintes definiram a forma de financiamento da seguridade social – uma parte deve sair do bolso do trabalhador e do empresário (com descontos na folha de pagamento) e a outra parte, do governo, que desvia uma série de impostos para formar esse caixa.

http://jornalggn.com.br/noticia/como-se-fabrica-o-deficit-e-outros-mitos-da-reforma-da-previdencia-por-luis-nassif

Em dia de manifestações, Congresso sente a pressão e pode rever critérios das reformas

Após a onda de manifestações que tomou conta do país, nesta quarta-feira (15), no Dia Nacional de Luta Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e pela saída de Michel Temer, deputados e senadores recuaram de medidas polêmicas. Na Câmara, o tema principal das centenas de protestos que se estenderam por todo o dia no Brasil pressionou os deputados. Integrantes da Comissão Especial que analisa a PEC 287, da reforma da Previdência, afirmaram que os números enviados pelo Ministério da Fazenda não eram suficientes.

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/03/em-dia-de-manifestacoes-congresso-sente-a-pressao-e-pode-rever-criterios-das-reformas

Fonte: Sintaf Ceará, com informações da CUT, Jornal GGN e Rede Brasil Atual

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