Relatores da reforma trabalhista perdem nas urnas

08 Outubro 2018
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Os candidatos do PSDB Rogério Marinho e Ricardo Ferraço estão fora do Congresso Nacional para a próxima legislatura. O primeiro tentava a reeleição para deputado federal e Ferraço buscava voltar ao Senado. Ambos foram alvos de campanhas de sindicalistas por conta da aprovação da reforma trabalhista. Marinho foi o relator da reforma na Câmara e Ferraço foi o relator no Senado. A reforma trabalhista desfigurou a CLT enfraquecendo direitos dos trabalhadores.

"Os potiguares deram o troco pelos trabalhadores brasileiros. Rogério Marinho - relator da reforma trabalhista - não se reelegeu deputado federal, mesmo gastando horrores na campanha Capacho da casa grande", escreveu no twitter João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Na condição de relator da reforma trabalhista Rogério Marinho incorporou emendas entre as quais propostas redigidas em entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O texto encaminhado pelo governo continha cerca de sete alterações na Consolidação das Leis do Trabalho. Ao final do relatório de Marinho, as alterações modificavam mais de 100 artigos. Ricardo Ferraço (foto ao lado de Aécio Neves) apresentou no Senado o mesmo texto de Marinho, que havia sido aprovado na Câmara.

Aquele que apregoava sob uma farsante modernidade e liderou a reforma trabalhista que formalizou a precarização laboral, teve o troco: o povo potiguar retirou seu mandato", declarou ao Portal Vermelho Divanilton Pereira, vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Durante a eleição, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou a campanha "Se votar, não volta" denunciando deputados e senadores que votaram a favor da reforma trabalhista. Os textos mostravam fotos e organizavam as listas por estado.

Fonte: Portal Vermelho

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