Deficit nas contas externas cresce em 2018, para US$ 14,511 bilhões

É o maior deficit desde 2016. Dados são do Banco Central

As contas do setor externo fecharam 2018 negativas em US$ 14,511 bilhões. O resultado é o pior desde 2016, quando o deficit foi de US$ 24,009 bilhões.

Em 2017, o saldo foi negativo em US$ 7,235 bilhões. Os dados foram divulgados nesta 2ª feira (28.jan.2018) pelo Banco Central.

As transações correntes correspondem às operações do Brasil com o exterior. Entram nessa conta o saldo da balança comercial (exportações e importações), dos serviços (viagens, transportes e alugueis de equipamentos realizados por brasileiros no exterior) e das rendas (remuneração de empregados, juros, lucros e dividendos).

“O aumento nas transações correntes em geral é associado ao fato de que a economia apresentou crescimento no ano. Com isso, aumenta a demanda dos residentes no país por bens e serviços importados. A gente vê isso na redução do superavit comercial”, explicou o chefe de departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha.

No ano passado, as exportações cresceram 10%, enquanto as importações cresceram 21%. Assim, o superavit comercial caiu 16,3%.

No ano, o deficit na conta de serviços permaneceu estável em US$ 34 bilhões. Houve aumento nas despesas líquidas com transportes e queda nas despesas com viagens.

Fonte: Poder360

 

 

Já em relação às rendas, houve aumento nas receitas com juros, isso devido às elevações das taxas de juros nos mercados externos e seu consequente efeito sobre a remuneração das reservas internacionais.

O resultado de 2018 veio acima do previsto pelo BC para o ano –divulgado no final de dezembro no Relatório Trimestral de Inflação–, de deficit de US$ 17,6 bilhões. Para 2019, a projeção é negativa em US$ 35,6 bilhões.

Em dezembro, o setor externo registrou deficit de US$ 815 milhões. O resultado é melhor que o registrado no mesmo mês de 2017, negativo em US$ 2,069 bilhões.

INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS
Em 2018, os investimentos diretos no país foram de US$ 88,314 bilhões (4,7% do PIB). É a maior entrada desde 2012, quando somaram US$ 92,568 bilhões.

Em dezembro, somaram US$ 8,950 bilhões, melhor do que os US$ 3,067 bilhões registrados no mesmo período de 2017.

De acordo com o BC, os investimentos estrangeiros foram mais do que suficientes para cobrir o deficit nas transações correntes em 2018.

A expectativa da autoridade monetária era de que, em 2018, os investimentos diretos no país somassem US$ 83 bilhões. Para 2019, é de US$ 90 bilhões.

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