Resultado da arrecadação tributária acende alerta no GDF

A receita tributária do GDF cresceu apenas 2,2% no mês passado, em comparação com o mesmo período de 2018. Levando em conta a inflação do período, o quadro é de queda na arrecadação.

Em fevereiro, o governo recebeu R$ 1,43 bilhão em impostos, taxas e contribuições. No mesmo mês de 2018, esse valor havia sido de R$ 1,4 bilhão. Os dados não mudam os planos do Palácio de Buriti de reduzir alguns impostos. “Pelo contrário. O que ainda vige é o modelo anterior. Urgem as ações que façam a mudança acontecer mais rápido”, defende o secretário de Fazenda, André Clemente.

“Poderia ser maior”, diz secretário
O secretário de Fazenda reconhece que a arrecadação de fevereiro deixou a desejar. “Poderia ser maior. Grandes contribuintes entraram em crise”, justificou Clemente, sem dar detalhes do problema, por questões de sigilo fiscal. Ele conta que o GDF vai acelerar a adoção de medidas com o objetivo de alavancar a receita.

Em busca de grandes empresas
Na próxima quinta-feira, o governador Ibaneis Rocha e André Clemente vão a São Paulo, onde visitam uma multinacional farmacêutica interessada em atuar no Distrito Federal a curto prazo. A medida tem grande potencial de geração de emprego, renda e arrecadação. O governo quer fazer pelo menos duas incursões como essa todos os meses, para tentar atrair grandes empresas e, assim, ampliar a base de arrecadação do DF.

Votação adiada
Ontem, o governo pediu o adiamento da votação dos projetos de lei que reduzem as alíquotas do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) e do Imposto de Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e de Direitos (ITBI). O texto já havia passado na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, mas, diante da mobilização da oposição, havia risco de derrota em plenário. Os parlamentares reclamavam da falta de estudos comprovando o impacto das mudanças de alíquota.

Fonte: Correio Braziliense

Ler 170 vezes