Redução de imposto para empresas “não sairá tão cedo”, indica Bolsonaro

Presidente está em viagem à Índia

País reduziu esse tipo de taxação

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou nesse domingo (26.jan.2020) que a redução de impostos sobre as empresas brasileiras não será feita tão cedo. “A carga tributária é 1 absurdo. [Mas] não se pode reduzir de uma hora para outra. Estamos aproveitando a reforma tributária”, disse. “A culpa não é só minha. Os Estados têm independência e autonomia para mexer nos percentuais de impostos, e os municípios em parte também.”

As declarações de Bolsonaro foram feitas durante viagem à Índia. Recentemente, o governo de Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, introduziu no país uma redução do imposto sobre empresas de 35% para 25%, ou 17% para novos projetos industriais, com o objetivo de estimular a economia. O PIB da Índia deve crescer 5% em 2020, segundo as projeções oficiais.

Segundo o jornal Valor Econômico, Bolsonaro defendeu a medida. Disse que o governo do presidente norte-americano Donald Trump baixou a taxação sobre as empresas “e a economia foi lá para cima”.

No entanto, afirmou ser complicado alterar a situação tributária brasileira. Deu como exemplo que, em 28 anos no Congresso, nunca viu 1 projeto de reforma tributária chegar ao fim. Falou que há interesses contraditórios de diversos setores. “E o Brasil continua nesse cipoal tributário que dificulta se produzir, empregar, e encarece a exportação.”

Segundo o presidente, as propostas de reforma tributária e administrativa estão adiantadas e serão apresentadas no 1º semestre de 2020 pelo governo. “A reforma administrativa está praticamente pronta, só falta a última palavra com Paulo Guedes [ministro da Economia]. E a reforma tributária também é importante.” Bolsonaro não respondeu sobre qual projeto de reforma será enviado 1º. “Tanto faz a ordem, o Paulo Guedes decide lá”, respondeu aos jornalistas.

Eis os membros da comitiva que acompanha o presidente da República na viagem à Índia:

ministros – Ernesto Araújo (Relações Exteriores), general Luiz Ramos (Secretaria de Governo), general Augusto Heleno (Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura), almirante Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Comunicações);
secretários – Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior; Jorge Seif, secretário de Aquicultura e Pesca; Marta Seillier, secretária do PPI (Programa de Privatizações e Investimentos); Filipe Martins, assessor internacional do presidente da República.
congressistas – senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Luiz Pastore (MDB-ES); deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Filipe Barros (PSL-PR);
outras autoridades – Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, e Sergio Segovia, presidente da Apex-Brasil.

Fonte: Poder 360

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