Congelamento do salário de servidores é “simbólico”, diz Maia

Segundo o governo, a medida pouparia R$ 130 bi. Para o presidente da Câmara, estados já não dariam aumento por causa da queda na arrecadação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (29/04) que o congelamento do salário de servidores federais, estaduais e municipais por 18 meses, defendido pelo Senado no projeto de socorro às unidades federativas, é um gesto mais “simbólico” do que real.

A medida foi proposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), após conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo estimativa da pasta, seriam economizados R$ 130 bilhões durante o período.
“O congelamento pode ser importante, mas o debate vai ter que ser mais amplo. No curto prazo, vai ser uma sinalização, nem de fato econômica, porque se a arrecadação dos entes está caiando, é claro que ninguém daria aumento”, disse Maia em coletiva de imprensa.

O deputado ressaltou ainda a importância de otimizar os gastos públicos, principalmente no período pós-crise do coronavírus. Para o presidente da Câmara, o debate amplo acerca das despesas do governo poderia ser incluído em futuras reformas, como na administrativa.

“O que temos que entender é que tínhamos reformas projetadas, inclusive a própria gestão do governo. Temos que tomar muito cuidado, porque o período pós-pandemia nos aspectos principais vai gerar necessidade de uma repactuação. Vai ser cada vez mais importante a melhoria do gasto público.”
Segundo Maia, ele ainda não teve acesso ao texto. Mas disse que Alcolumbre apresentará a versão final na quinta (30/04). Senadores afirmam que o valor destinado aos estados e municípios para recompor a arrecadação dos cofres locais seria de R$ 50 bilhões.

O texto aprovado pela Câmara, defendido por Maia, previa uma ajuda de cerca de R$ 89,6 bilhões, além da suspensão das dívidas dos entes federados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal entre março e dezembro de 2020.

Fonte: Metrópoles

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