Efeito quarentena: arrecadação no mês de maio cai 16% no DF

A projeção antecipada ao Metrópoles representa menos R$ 213 milhões nas contas do governo, sem calcular as perdas com a inflação no período

A arrecadação tributária durante o mês de maio será cerca de 16% menor do que o valor recolhido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no mesmo período de 2019. O impacto direto nas contas públicas será cerca de R$ 213 milhões e é considerado o maior desde o início da pandemia do novo coronavírus nas atividades econômicas locais.

O cálculo só será divulgado oficialmente no próximo dia 10 de junho, após a confirmação do balanço mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (Inpc) – variação da inflação –, o que deve aproximar a queda aos 17%, segundo explicou ao Metrópoles o secretário de Economia, André Clemente.

Segundo ele, o maior impacto é no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e no Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS), principais tributos gerados pelos setores econômicos.

Para chegar à prévia da estimativa, a equipe econômica do governo local desprezou o que foi recolhido pelo Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU) durante maio, visto que em 2019 a cobrança só ocorreu no mês de junho.


O cenário de maio é ainda mais preocupante do que o de abril deste ano, quando a quarentena havia sido decretada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Naquele período, a variação negativa foi de 12% na coleta de impostos locais, o que representou uma diferença de R$ 114 milhões.

Perdas estimadas
De acordo com o secretário André Clemente, havia uma estimativa de perda financeira anunciada pelo governador de cerca de R$ 200 milhões por mês, podendo variar para mais ou para menos, a depender dos vetores econômicos atuantes no intervalo analisado.

“Embora a nossa realidade seja muito melhor que a de outras unidades da Federação, o efeito da pandemia tem sido notado pela equipe econômica a cada mês. Temos trabalhado num cenário mais conservador possível para evitar que previsões muito otimistas dificultem as ações determinantes para a retomada da economia local após a quarentena”, explicou.

 
“O atual momento é atípico e requer um conjunto de esforços para que as despesas sejam priorizadas para ações de fundamental importância para a população do DF. O governador tem nos orientado a manter destinações para investimentos, como obras importantes, e também garantir o respaldo para áreas e serviços essenciais, como a saúde e a segurança pública”, finalizou.

Fonte: Metrópoles

Ler 22 vezes Última modificação em Quinta, 04 Junho 2020 06:02