Placar expõe redução de base de Temer e dificuldade para mudar Previdência

04 Agosto 2017

Número de apoios angariados na vitória não é capaz de aprovar PECs, que precisa de 308 votos

Assim que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência da República, em substituição à deposta Dilma Rousseff (PT) ele ostentava uma base congressual de fazer inveja a regimes parlamentares. Tinha 80% do apoio na Câmara dos Deputados –411 dos 513 parlamentares votavam com ele. Um ano e três meses depois, a base se reduziu drasticamente, chega a 51% do parlamento e, ao menos no papel, seus opositores dobraram de tamanho. Eram cerca de cem parlamentares. Agora, levando em conta a votação desta quarta-feira, passam de 200.

Governo quer aprovar reforma da Previdência até outubro, diz Meirelles

04 Agosto 2017

 

Placar da denúncia não deve se repetir nas reformas

O governo federal espera aprovar a reforma da Previdência até outubro deste ano, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele participou de reunião com investidores estrangeiros nesta 4ª feira (3.ago.20127) em São Paulo (SP).

O ministro afirmou não acreditar que o placar da votação que suspendeu a denúncia contra o presidente Michel Temer vá se repetir na decisão sobre as reformas. “Não é simplesmente quem é contra ou a favor do governo. Vai além disso. Acreditamos na viabilidade da aprovação.”

Meirelles falou também sobre a reforma tributária. Ele acredita que a proposta será votada até novembro. “Estamos trabalhando duro na reforma tributária e ela vai ser apresentada ao Congresso num próximo momento.”

Ele comentou a possibilidade de deixar a decisão sobre Previdência para depois de votar a tributária. “Se até lá a Previdência não tiver sido votada, a tributária pode passar na frente.”

Gleisi aponta onda de demissões e critica arquivamento de denúncia contra Temer

04 Agosto 2017

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) chamou a atenção para a notícia de que alguns setores da economia já pensam em demitir trabalhadores e contratar terceirizados e temporários. Isso, disse, significa que os salários vão diminuir e poderão passar a ser mais baixos que o mínimo previsto, tudo consequência da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional.

Renato Lessa: “Sucesso de Temer tem custo terrível, com emergência de políticos deploráveis”

04 Agosto 2017

Para cientista político, principal risco ao presidente virá da ameaça à estabilidade fiscal. Professor avalia que concessões feitas por Temer para se manter no poder são um risco

O cientista político Renato Lessa, professor de teoria política da PUC-Rio e ex-presidente da Biblioteca Nacional, avalia que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), ainda possui "gordura para queimar" no Congresso, apesar da inédita taxa de reprovação e de suspeição. Por isso, ele conseguiu blindagem na votação da Câmara dos Deputados, que derrubou nesta quarta-feira a abertura de uma ação penal contra o presidente enquanto ele ocupar o Palácio do Planalto.