Planalto aposta em semana de votações para avançar com reforma trabalhista

29 Mai 2017

Depois da aprovação de sete MPs no dia da manifestação da Esplanada e do agradecimento de Temer aos parlamentares, governo quer avançar com a reforma trabalhista no Senado

Ainda no meio da turbulência política provocada pelas delações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, e sem conseguir vislumbrar quando e se essa crise vai acabar, o governo tenta reconstruir a sua história com o parlamento passo a passo. Depois de o presidente Michel Temer gravar um pronunciamento, divulgado nas redes sociais na última quinta-feira, celebrando a aprovação de sete medidas provisórias na Câmara, o Planalto planeja ter uma semana mais efetiva de votações, sobretudo de matérias consideradas estratégicas, como a reforma trabalhista no Senado. O que não será fácil, diga-se de passagem.

Temer troca comando do Ministério da Justiça

29 Mai 2017

Em meio à crise gerada pelas delações da JBS, o presidente Michel Temer exonerou do cargo o ministro da Justiça, Osmar Serraglio. Em seu lugar, será colocado Torquato Jardim, que ocupava o ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Em princípio, Serraglio, que é deputado federal filiado ao PMDB, voltaria para o Congresso Nacional, reocupando a vaga que estava com Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, flagrado recebendo propina da gigante frigorífica JBS.

Proposta de eleições diretas é rejeitada por maioria dos parlamentares, diz jornal

29 Mai 2017

Conforme levantamento do jornal Folha de S. Paulo, foram ouvidos líderes dos dez maiores partidos que representam 72 senadores e 397 deputados. Com exceção da esquerda, todos se declararam contra às Diretas Já

Em meio à maior crise política do governo do presidente Michel Temer, o clamor nas ruas pela destituição do presidente do poder e a escolha de seu sucessor por meio de eleições diretas tem sido cada vez mais constante. Diante desse cenário, para que fosse viabilizado a convocação de eleições diretas, o Congresso teria que mudar a Constituição. No entanto, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo neste domingo (28), “a maioria dos deputados e senadores querem manter a exclusividade de escolher quem comandará o país até dezembro de 2018″.